Uns dias atrás, em São Paulo. Minha irmã, se arrumando. Eu, esperando na sala. Tínhamos que estar do outro lado da cidade às 16 horas e já eram 15:45.
eu, gritando: "É por isso que o Brasil não vai pra frente. Porque tem gente lerda demais que demora pra fazer as coisas."
minha irmã, replicando: "O Brasil não vai pra frente por causa das pessoas impacientes que não sabem esperar o progresso."
Fiquei sem resposta.
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
terça-feira, fevereiro 08, 2005
eu sou malvado?
Às vezes eu tenho medo de mim mesmo. Medo do que eu posso causar na cabeça de certas pessoas.
Pensar é uma dádiva, um privilégio, eu digo e muita gente diz, até Descartes disse "penso, logo existo", certo? Mas o pensar traz loucura, insanidade, sociopatia, me afasta dessa tal sociedade, me faz rejeitar o sistema e o jeito que as coisas funcionam...e devido a essa eterna sociopatia e vontade de não aceitar as coisas como são, vivo assim, tentando mudar tudo (e mudando algumas coisas), criticando...
Já conheci pessoas, pelas minhas andanças por esse Brasilzão de meu Deus, que não tinham uma idéia própria. Viviam guiadas pelo que a sociedade quer, atendendo os anseios e as exigências de um sistema que te vicia na imagem e no consumismo, e vivendo nas aparências de uma pessoa "social", uma pessoa "aceitável". E, com algumas dessas pessoas eu conversei, comecei a expor meus pontos de vista sobre as coisas, sobre o mundo, sobre os usos e costumes das pessoas e toda essa moral hipócrita que nos rodeia. Algumas consegui influenciar para que se libertassem um pouco e começassem a pensar por si próprias, andar com as próprias pernas... e, depois de um tempo, vi essas pessoas cheias de questionamentos e dúvidas, rejeitando o modelo que antes aceitavam e não por que achavam "legal", e sim por um sentimento de inconformismo que foi sendo criado dentro delas. E percebi que, antes de todos esses questionamentos, antes de toda essa mudança, essas pessoas eram, digamos, mais felizes.
Será a felicidade um produto vendido em embalagens plásticas embaladas a vácuo nas estantes dos supermercados mesmo, tipo, sendo necessária a alienação pra conseguir a mesma? Será o consumo o sustentáculo dessa tal felicidade? Ou a felicidade não é nada disso, é algo que nós com nossas cabeças fechadas ainda não conseguimos visualizar?
Eu acredito na segunda resposta. Mas, será que isso é o bastante pra todas essas pessoas que, direta ou indiretamente, influenciei? Será que elas não estavam felizes o bastante com seu mundo fashion e regrado e vem um lazarento pra mostrar coisas difíceis de se alcançar?
Será que pensar, enfim, faz mal ou bem às pessoas? Será que não seria melhor deixá-las em seus mundinhos fechados, sem criticar, reclusas e pacíficas?
No fundo, o caminho entre perder o paraíso e ganhar visão é penoso, e no fim não tem um pote de ouro e nem TV a cabo. Mas a caminhada vale a pena.
Mas... e o resto do mundo?
por onde começar, é hora da alma vagar, por onde devo começar, por onde começar, você e eu debaixo dessa chuva, você e eu sozinhos, aqui... dead fish - iceberg (múltiplas interpretações, escolha a sua)
Pensar é uma dádiva, um privilégio, eu digo e muita gente diz, até Descartes disse "penso, logo existo", certo? Mas o pensar traz loucura, insanidade, sociopatia, me afasta dessa tal sociedade, me faz rejeitar o sistema e o jeito que as coisas funcionam...e devido a essa eterna sociopatia e vontade de não aceitar as coisas como são, vivo assim, tentando mudar tudo (e mudando algumas coisas), criticando...
Já conheci pessoas, pelas minhas andanças por esse Brasilzão de meu Deus, que não tinham uma idéia própria. Viviam guiadas pelo que a sociedade quer, atendendo os anseios e as exigências de um sistema que te vicia na imagem e no consumismo, e vivendo nas aparências de uma pessoa "social", uma pessoa "aceitável". E, com algumas dessas pessoas eu conversei, comecei a expor meus pontos de vista sobre as coisas, sobre o mundo, sobre os usos e costumes das pessoas e toda essa moral hipócrita que nos rodeia. Algumas consegui influenciar para que se libertassem um pouco e começassem a pensar por si próprias, andar com as próprias pernas... e, depois de um tempo, vi essas pessoas cheias de questionamentos e dúvidas, rejeitando o modelo que antes aceitavam e não por que achavam "legal", e sim por um sentimento de inconformismo que foi sendo criado dentro delas. E percebi que, antes de todos esses questionamentos, antes de toda essa mudança, essas pessoas eram, digamos, mais felizes.
Será a felicidade um produto vendido em embalagens plásticas embaladas a vácuo nas estantes dos supermercados mesmo, tipo, sendo necessária a alienação pra conseguir a mesma? Será o consumo o sustentáculo dessa tal felicidade? Ou a felicidade não é nada disso, é algo que nós com nossas cabeças fechadas ainda não conseguimos visualizar?
Eu acredito na segunda resposta. Mas, será que isso é o bastante pra todas essas pessoas que, direta ou indiretamente, influenciei? Será que elas não estavam felizes o bastante com seu mundo fashion e regrado e vem um lazarento pra mostrar coisas difíceis de se alcançar?
Será que pensar, enfim, faz mal ou bem às pessoas? Será que não seria melhor deixá-las em seus mundinhos fechados, sem criticar, reclusas e pacíficas?
No fundo, o caminho entre perder o paraíso e ganhar visão é penoso, e no fim não tem um pote de ouro e nem TV a cabo. Mas a caminhada vale a pena.
Mas... e o resto do mundo?
por onde começar, é hora da alma vagar, por onde devo começar, por onde começar, você e eu debaixo dessa chuva, você e eu sozinhos, aqui... dead fish - iceberg (múltiplas interpretações, escolha a sua)
terça-feira, fevereiro 01, 2005
da série "coisas ridiculamente simples que a gente demora a se tocar"
O ânimo para o fazer é o querer.
sábado, janeiro 29, 2005
da série "madrugadas inesquecíveis no MSN"
siclano diz:
ow... o bush eh moh filadaputa neh... mato um monte de gente no irak e no vietnam...
eu não durmo. diz:
por que você diz isso? O Bush é legal sim, gente finíssima.
eu não durmo. diz:
Respeitador da moral e dos costumes. Eu votaria nele.
siclano diz:
owww cara como tu pode flar isso? quanta gente q morre hj por causa da alta do dolar
eu não durmo. diz:
é, o dólar tá matando muita gente mesmo... onde esse mundo vai parar?Só não tá matando mais que a peste negra, hoje em dia.
siclano diz:
eh serio? volto a epidemia msm? essa doença naum tinha sido estinta no brasil?
eu não durmo. diz:
¬¬
siclano teve seu nome original trocado para preservar a moral e os bons costumes da internet e da família brasileira.
ow... o bush eh moh filadaputa neh... mato um monte de gente no irak e no vietnam...
eu não durmo. diz:
por que você diz isso? O Bush é legal sim, gente finíssima.
eu não durmo. diz:
Respeitador da moral e dos costumes. Eu votaria nele.
siclano diz:
owww cara como tu pode flar isso? quanta gente q morre hj por causa da alta do dolar
eu não durmo. diz:
é, o dólar tá matando muita gente mesmo... onde esse mundo vai parar?Só não tá matando mais que a peste negra, hoje em dia.
siclano diz:
eh serio? volto a epidemia msm? essa doença naum tinha sido estinta no brasil?
eu não durmo. diz:
¬¬
siclano teve seu nome original trocado para preservar a moral e os bons costumes da internet e da família brasileira.
terça-feira, janeiro 25, 2005
afinal... pra que tudo isso?
Eu poderia escrever muita coisa aqui hoje, poderia escrever sobre a chuva, sobre minhas idéias, sobre os mortos do outro lado do mundo ou o que me viesse na telha. Poderia escrever sobre tudo e sobre nada.
Mas sabe quando você não está mal, pelo contrário... mas se sente meio perdido? Como num tipo de crise existencial (sim, quem somos e de onde viemos e blábláblá), começa a refletir e a pensar e fica mais confuso, e se afunda no meio dessa confusão, e não consegue mais pensar, e enfim descobre não saber o que quer da vida, perdidão mesmo... é estranho... escrever rápido e sem muitas interrupções tipo um brainstorm?
Eu só queria um pouco de paz, sabem? Queria que certas pessoas entendessem de uma vez por todas que eu já cresci bastante pra decidir o que é bom ou ruim pra mim e foda-se o resto do mundo. Isso mesmo, foda-se, que se dane o que vão pensar, "ahhh, eu tinha uma expectativa tão grande de você", "você enchia nossa bola", "você era nossa esperança", serão apenas palavras jogadas ao vento fazendo vibrar ondas sonoras que alimentam os axiomas da teoria do Caos.
É só isso que eu peço. Quero um pouco de confusão, sim. Mas a confusão que me traga, de vez por todas, a paz que eu quero, e deixe longe a paz que eu não quero.
me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo, procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido, é pela paz que eu não quero seguir admitindo... o rappa - minha alma (a paz que eu não quero)
Mas sabe quando você não está mal, pelo contrário... mas se sente meio perdido? Como num tipo de crise existencial (sim, quem somos e de onde viemos e blábláblá), começa a refletir e a pensar e fica mais confuso, e se afunda no meio dessa confusão, e não consegue mais pensar, e enfim descobre não saber o que quer da vida, perdidão mesmo... é estranho... escrever rápido e sem muitas interrupções tipo um brainstorm?
Eu só queria um pouco de paz, sabem? Queria que certas pessoas entendessem de uma vez por todas que eu já cresci bastante pra decidir o que é bom ou ruim pra mim e foda-se o resto do mundo. Isso mesmo, foda-se, que se dane o que vão pensar, "ahhh, eu tinha uma expectativa tão grande de você", "você enchia nossa bola", "você era nossa esperança", serão apenas palavras jogadas ao vento fazendo vibrar ondas sonoras que alimentam os axiomas da teoria do Caos.
É só isso que eu peço. Quero um pouco de confusão, sim. Mas a confusão que me traga, de vez por todas, a paz que eu quero, e deixe longe a paz que eu não quero.
me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo, procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido, é pela paz que eu não quero seguir admitindo... o rappa - minha alma (a paz que eu não quero)
terça-feira, janeiro 18, 2005
se postar música é fim de carreira, já era...
Eu não vou falar de amor
E nem vou falar do tempo
Eu não vou dizer nada
Além do que estou dizendo
Eu não vou dizer
O que realmente penso
Até mesmo porque
Não tenho nada a dizer
Eu não vou dizer
O que realmente sinto
Até mesmo porque
Não é o que eu quero fazer
Eu não vou falar de culpa
E nem de arrependimento
Mas só do que eu digo agora
E aqui neste momento
Eu não vou falar
De novo o que eu falei
Eu não vou falar
De mim nem de ninguém
Eu não vou falar
De coisas que eu não sei
E nem vou falar
Do que eu conheço bem
Eu não vou contar uma história
E nem vou dar explicação
Eu não vou falar de flores
E nem da televisão
Eu não vou falar de nada
Eu não vou falar de nada
E isso é só o que basta
Pra fazer esta canção
eu não vou dizer nada (além do que estou dizendo) - titãs
E nem vou falar do tempo
Eu não vou dizer nada
Além do que estou dizendo
Eu não vou dizer
O que realmente penso
Até mesmo porque
Não tenho nada a dizer
Eu não vou dizer
O que realmente sinto
Até mesmo porque
Não é o que eu quero fazer
Eu não vou falar de culpa
E nem de arrependimento
Mas só do que eu digo agora
E aqui neste momento
Eu não vou falar
De novo o que eu falei
Eu não vou falar
De mim nem de ninguém
Eu não vou falar
De coisas que eu não sei
E nem vou falar
Do que eu conheço bem
Eu não vou contar uma história
E nem vou dar explicação
Eu não vou falar de flores
E nem da televisão
Eu não vou falar de nada
Eu não vou falar de nada
E isso é só o que basta
Pra fazer esta canção
eu não vou dizer nada (além do que estou dizendo) - titãs
quinta-feira, janeiro 13, 2005
this is not a fucking christmas tale
Quando eu era pequeno, mas bem pequeno mesmo, a ponto em acreditar em papai noel e na fadinha do dente, a época de Natal me deixava inquieto.
Nem tanto pelos presentes, já que não eram muitos. Talvez pela ceia, com tender e arroz com uvas passas. Mas me lembro perfeitamente que, no dia 24 de dezembro, olhava para o céu à noite e via uma estrela vermelha. Isso me inquietava.
Minha avó dizia que era o trenó do bom velhinho.
Minha mãe contava uma história mirabolante sobre três reis magos que, há muito tempo, nesse mesmo dia, seguiram esta mesma estrela.
O fato é que, mesmo me lembrando perfeitamente daquele ponto vermelho no céu, mais ou menos próximo à Lua das 21 horas, procuro-o nos céus por toda a noite de 24 de dezembro até hoje, e não o acho.
Será que a estrela vermelha desapareceu? Era um produto da minha imaginação?
Ou será que, com o passar do tempo, as estrelas páram de brilhar para as pessoas?
Nem tanto pelos presentes, já que não eram muitos. Talvez pela ceia, com tender e arroz com uvas passas. Mas me lembro perfeitamente que, no dia 24 de dezembro, olhava para o céu à noite e via uma estrela vermelha. Isso me inquietava.
Minha avó dizia que era o trenó do bom velhinho.
Minha mãe contava uma história mirabolante sobre três reis magos que, há muito tempo, nesse mesmo dia, seguiram esta mesma estrela.
O fato é que, mesmo me lembrando perfeitamente daquele ponto vermelho no céu, mais ou menos próximo à Lua das 21 horas, procuro-o nos céus por toda a noite de 24 de dezembro até hoje, e não o acho.
Será que a estrela vermelha desapareceu? Era um produto da minha imaginação?
Ou será que, com o passar do tempo, as estrelas páram de brilhar para as pessoas?
terça-feira, janeiro 04, 2005
sexta-feira, dezembro 17, 2004
já era
O ano já era. E o que eu fiz de bom?
Não, não vou entrar naqueles existencialismos retrospectivos e nem nas questões filosóficas. Até porque não sou chegado, vocês sabem, em todos esses negócios de "anonovoblábláblá" e coisa e tal.
Mas enfim... o que eu fiz de bom esse ano? Simples: conheci pessoas fantásticas. Pessoas maravilhosas, inteligentes, críticas, pessoas com quem eu tenho gosto de conversar. Algumas meio sumidas. Outras sempre ali.
Ah, não vou citar nomes, não. Não precisa, essas pessoas entram aqui e sabem que são elas.
Bom... por 2004 é isso. Já era.
FUI!
ah: não esqueci do presente do Amigo Oculto, não. Será entregue no prazo!
Não, não vou entrar naqueles existencialismos retrospectivos e nem nas questões filosóficas. Até porque não sou chegado, vocês sabem, em todos esses negócios de "anonovoblábláblá" e coisa e tal.
Mas enfim... o que eu fiz de bom esse ano? Simples: conheci pessoas fantásticas. Pessoas maravilhosas, inteligentes, críticas, pessoas com quem eu tenho gosto de conversar. Algumas meio sumidas. Outras sempre ali.
Ah, não vou citar nomes, não. Não precisa, essas pessoas entram aqui e sabem que são elas.
Bom... por 2004 é isso. Já era.
FUI!
ah: não esqueci do presente do Amigo Oculto, não. Será entregue no prazo!
segunda-feira, dezembro 13, 2004
bola de neve
nota: pra preservar o sigilo de algumas pessoas, alguns nomes citados neste post são fictícios, outros são verdadeiros.
Outro dia eu peguei o telefone e liguei pra uma amiga minha.
Eu: Alô... a Si...
Pessoa que atendeu: Não, não está.
Eu: Mas será que e...
Pessoa que atendeu: Demora sim. Talvez chegue só amanhã.
Eu: Então por fa...
Pessoa que atendeu: Sim, eu deixo recado. Tchau.
Eu: Tch... (tu tu tu tu tu...)
Há pessoas que não gostam muito de conversa. E algumas dessas algumas pessoas explicitam muito bem isso numa conversa telefônica como esta descrita aí em cima, cortando suas palavras e quase adivinhando o que você quer dizer. Ainda se quem atendeu fosse a mãe da garota seria um pouquinho justificável, mas não, era a empregada. Não que eu tenha algo contra empregadas domésticas, não (até porque sou pobre e minha família nunca teve uma); mas aquela se sente a dona da casa, do tipo que se sente mais importante que a patroa. E, por alguns motivos que não caberiam aqui, já há tempos nutro antipatia por esta pessoa que foi minha interlocutora na curta conversa telefônica.
Engraçado é que isso me fez lembrar de uma época distante (tá, nem tanto) da minha vida, quando eu estava na sexta série e tinha uns 12 anos. Tinha uma amiguinha da classe que se chamava Marília. Uma gracinha, tanto interna como externamente. E ela tinha vários amiguinhos na classe, entre eles eu.
Essa menina morava num prédio próximo à minha casa, então depois da aula eu e os coleguinhas combinávamos de ir na casa dela, ficar conversando no portão. Coisa de molecada, até rolavam uns beijinhos escondidos atrás do prédio de vez em quando.
A mãe dessa menina, quando começou a ver que, a cada dia, a portaria do prédio continuava infestada daqueles pirralhos de 12 anos de idade "que não tinham nada pra fazer", deu ordem expressa ao porteiro pra que ele não deixasse ninguém entrar no prédio, e nem mesmo interfonasse no apartamento pra chamar a garota. Foi a corda pro cara se sentir poderoso.
Nós, os moleques vagabundos, continuávamos indo ao prédio procurar por Marília, mas o porteiro negava constantemente sua presença no prédio. "Ela saiu", ele sempre dizia.
Nós telefonávamos e ela nos atendia, quando chegávamos no prédio o cara dizia que não estava. Até que um dia combinamos uma "operação de guerra". Ligaríamos e pediríamos pra ela descer, quando ela já estivesse lá embaixo o porteiro chato não poderia fazer mais nada.
Chegamos, lá estava a menina nos esperando, pedimos pro porteiro abrir, e recebemos uma negativa. Marília pediu, inutilmente. Ao que o homem bigodudo respondeu:
-Sinto muito. Ordens de Dona Márcia.
Passou o tempo, muitas coisas aconteceram. Depois de onze anos ainda tenho contato com aqueles moleques vagabundos que, hoje, trabalham e estudam, assim como eu. Sempre saímos pra tomar uma cerveja. Foi num desses dias que, estávamos no Largo da Matriz da Freguesia do Ó, em São Paulo, e era época de campanha política. Então havia muitos santinhos e propagandas de políticos emporcalhando a calçada, a rua, as mesas, os botecos e até nossos bolsos. Quando vem uma mulher falar de suas propostas pra nós, que estávamos sentados à mesa e apreciando a Schin gelada (que não é a melhor, mas é a mais barata).
Eu lembrava daquele rosto. Os moleques também lembravam. Ficamos ouvindo dois minutos a ladainha, quando a mulher entregou o panfleto com o nome: Márcia Barral, candidata a vereadora.
Ela perguntou: "Vocês já têm candidato para vereador?"
Eu respondi: "Não tenho, mas na senhora eu não voto. SE a gente pudesse ter subido no apartamento da Marília há ONZE anos atrás, até pensaria a respeito."
Os moleques olharam com cara de espanto. A candidata olhou pra mim, com cara de desaprovação, depois deu um sorriso amarelíssimo, virou as costas e nem continuou a panfletar.
Depois olhei pros moleques, eles olharam pra mim, e foi só risada. Mas risada mesmo foi quando descobrimos que esta distinta senhora não conseguiu sua vaga para mamar nas tetas do Estado de vereadora por CINCO votos. Isso mesmo, cinco votos. Sério mesmo. Os votos dos moleques que ela não deixou subir no prédio poderiam tê-la garantido quatro anos de vida boa.
Agora, depois de ler este puta post enormee chato, você pergunta: e a moral da história? Não tem moral da história.
Agora podem me xingar.
Outro dia eu peguei o telefone e liguei pra uma amiga minha.
Eu: Alô... a Si...
Pessoa que atendeu: Não, não está.
Eu: Mas será que e...
Pessoa que atendeu: Demora sim. Talvez chegue só amanhã.
Eu: Então por fa...
Pessoa que atendeu: Sim, eu deixo recado. Tchau.
Eu: Tch... (tu tu tu tu tu...)
Há pessoas que não gostam muito de conversa. E algumas dessas algumas pessoas explicitam muito bem isso numa conversa telefônica como esta descrita aí em cima, cortando suas palavras e quase adivinhando o que você quer dizer. Ainda se quem atendeu fosse a mãe da garota seria um pouquinho justificável, mas não, era a empregada. Não que eu tenha algo contra empregadas domésticas, não (até porque sou pobre e minha família nunca teve uma); mas aquela se sente a dona da casa, do tipo que se sente mais importante que a patroa. E, por alguns motivos que não caberiam aqui, já há tempos nutro antipatia por esta pessoa que foi minha interlocutora na curta conversa telefônica.
Engraçado é que isso me fez lembrar de uma época distante (tá, nem tanto) da minha vida, quando eu estava na sexta série e tinha uns 12 anos. Tinha uma amiguinha da classe que se chamava Marília. Uma gracinha, tanto interna como externamente. E ela tinha vários amiguinhos na classe, entre eles eu.
Essa menina morava num prédio próximo à minha casa, então depois da aula eu e os coleguinhas combinávamos de ir na casa dela, ficar conversando no portão. Coisa de molecada, até rolavam uns beijinhos escondidos atrás do prédio de vez em quando.
A mãe dessa menina, quando começou a ver que, a cada dia, a portaria do prédio continuava infestada daqueles pirralhos de 12 anos de idade "que não tinham nada pra fazer", deu ordem expressa ao porteiro pra que ele não deixasse ninguém entrar no prédio, e nem mesmo interfonasse no apartamento pra chamar a garota. Foi a corda pro cara se sentir poderoso.
Nós, os moleques vagabundos, continuávamos indo ao prédio procurar por Marília, mas o porteiro negava constantemente sua presença no prédio. "Ela saiu", ele sempre dizia.
Nós telefonávamos e ela nos atendia, quando chegávamos no prédio o cara dizia que não estava. Até que um dia combinamos uma "operação de guerra". Ligaríamos e pediríamos pra ela descer, quando ela já estivesse lá embaixo o porteiro chato não poderia fazer mais nada.
Chegamos, lá estava a menina nos esperando, pedimos pro porteiro abrir, e recebemos uma negativa. Marília pediu, inutilmente. Ao que o homem bigodudo respondeu:
-Sinto muito. Ordens de Dona Márcia.
Passou o tempo, muitas coisas aconteceram. Depois de onze anos ainda tenho contato com aqueles moleques vagabundos que, hoje, trabalham e estudam, assim como eu. Sempre saímos pra tomar uma cerveja. Foi num desses dias que, estávamos no Largo da Matriz da Freguesia do Ó, em São Paulo, e era época de campanha política. Então havia muitos santinhos e propagandas de políticos emporcalhando a calçada, a rua, as mesas, os botecos e até nossos bolsos. Quando vem uma mulher falar de suas propostas pra nós, que estávamos sentados à mesa e apreciando a Schin gelada (que não é a melhor, mas é a mais barata).
Eu lembrava daquele rosto. Os moleques também lembravam. Ficamos ouvindo dois minutos a ladainha, quando a mulher entregou o panfleto com o nome: Márcia Barral, candidata a vereadora.
Ela perguntou: "Vocês já têm candidato para vereador?"
Eu respondi: "Não tenho, mas na senhora eu não voto. SE a gente pudesse ter subido no apartamento da Marília há ONZE anos atrás, até pensaria a respeito."
Os moleques olharam com cara de espanto. A candidata olhou pra mim, com cara de desaprovação, depois deu um sorriso amarelíssimo, virou as costas e nem continuou a panfletar.
Depois olhei pros moleques, eles olharam pra mim, e foi só risada. Mas risada mesmo foi quando descobrimos que esta distinta senhora não conseguiu sua vaga
Agora, depois de ler este puta post enorme
Agora podem me xingar.
sábado, dezembro 11, 2004
çensoautocritico é bão
nAdA pOdi pArAr NoSsO bOnDi diz:
eu odeio ipocrezia e falsidadi... e vc?
nAdA pOdi pArAr NoSsO bOnDi diz:
huahsheehsihshau XD
senil e ranzinza diz:
hum... e gosta de charlie brown jr... imagino
nAdA pOdi pArAr NoSsO bOnDi diz:
eh gosto msm...
nAdA pOdi pArAr NoSsO bOnDi diz:
xoraum eh fodaum... "mAiS kI sI FODAAAA heishua"
senil e ranzinza diz:
espera um pouco, o telefone tá tocando...
nAdA pOdi pArAr NoSsO bOnDi diz:
tah bom XP
eu odeio ipocrezia e falsidadi... e vc?
nAdA pOdi pArAr NoSsO bOnDi diz:
huahsheehsihshau XD
senil e ranzinza diz:
hum... e gosta de charlie brown jr... imagino
nAdA pOdi pArAr NoSsO bOnDi diz:
eh gosto msm...
nAdA pOdi pArAr NoSsO bOnDi diz:
xoraum eh fodaum... "mAiS kI sI FODAAAA heishua"
senil e ranzinza diz:
espera um pouco, o telefone tá tocando...
nAdA pOdi pArAr NoSsO bOnDi diz:
tah bom XP
update interessante: sabiam que o grupo que controla a "89 rádio roque" tá querendo se juntar ao grupo Bandeirantes de rádio, que controla a Band e a (eca!) Sucesso?
terça-feira, dezembro 07, 2004
Eu quero fazer uma música que não tenha versos. Pois não mais preciso das palavras, ah, essa maldita simbologia que inventaram pra tentarmos colocar em papéis o que sentimos. Não quero dizer, não quero mais nem mesmo ouvir a minha voz, ela não é mais necessária. Quero sim entender o que diz o olhar, a interpretação subliminar do que transparece a alma e transcende o corpo.
Quero gritar, mas minha voz não sai. Tento inutilmente colocar em folhas de papel, em palavras o que se passa na minha cabeça perturbada. Mas não, não é mais necessário, nada mais que a expressão, os olhos, a cara deslavada. O meio termo já não existe mais e somos todos telepatas.
Quero viver, quero voar sobre este céu cheio de antenas de rádio e rir de todos, quero sentir de longe o cheiro da gasolina que não me é mais necessária, dos sapatos que não mais uso, a velha luz branca do escritório agora deu lugar à intensa luz do Sol. Quero me fazer entender, mas não por estas roupas sociais tão inúteis, não pelo toque do telefone ou pela mensagem do e-mail, pois não mais preciso das leis antiquadas da Física. Einstein, Tesla, Newton, estão todos mortos!
Eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência. E me fiz livre, e vejo sua face daqui do alto, e nos entendemos. Você me pede pra esperar, mas não há tempo, eles te aprisionam. O que espera pra voar, percorrer o céu infinito sem gravidade? E, depois do vôo acima dos Boeings que viajam a 1000 km/h, descermos e apreciarmos a simplicidade do sorvete, das asas dos pássaros, a leveza das águas que insistem em fluir?
Não. Não diga que não avisei, não pense, não reflita, se eu não corresse eles me alcançariam. Se eu não tivesse corrido não seria mais eu. Seria um, seria simples, simplista, seria um verso. Um mísero verso num livro revolucionário.
Mas eu não mais preciso das palavras. Ah, velhas e antiquadas palavras...
Quero gritar, mas minha voz não sai. Tento inutilmente colocar em folhas de papel, em palavras o que se passa na minha cabeça perturbada. Mas não, não é mais necessário, nada mais que a expressão, os olhos, a cara deslavada. O meio termo já não existe mais e somos todos telepatas.
Quero viver, quero voar sobre este céu cheio de antenas de rádio e rir de todos, quero sentir de longe o cheiro da gasolina que não me é mais necessária, dos sapatos que não mais uso, a velha luz branca do escritório agora deu lugar à intensa luz do Sol. Quero me fazer entender, mas não por estas roupas sociais tão inúteis, não pelo toque do telefone ou pela mensagem do e-mail, pois não mais preciso das leis antiquadas da Física. Einstein, Tesla, Newton, estão todos mortos!
Eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência. E me fiz livre, e vejo sua face daqui do alto, e nos entendemos. Você me pede pra esperar, mas não há tempo, eles te aprisionam. O que espera pra voar, percorrer o céu infinito sem gravidade? E, depois do vôo acima dos Boeings que viajam a 1000 km/h, descermos e apreciarmos a simplicidade do sorvete, das asas dos pássaros, a leveza das águas que insistem em fluir?
Não. Não diga que não avisei, não pense, não reflita, se eu não corresse eles me alcançariam. Se eu não tivesse corrido não seria mais eu. Seria um, seria simples, simplista, seria um verso. Um mísero verso num livro revolucionário.
Mas eu não mais preciso das palavras. Ah, velhas e antiquadas palavras...
quinta-feira, dezembro 02, 2004
bons tempos que não passaram...
Às vezes eu sinto saudades de um tempo que não vivi. Olho pros dias de hoje, vejo essas pessoas, essa juventude, caminhando pro nada, vivendo um imenso vazio, onde o que importa é ter e ser, princípio, meio e fim, vivendo o que a mídia mostra e deixando esta mesma mídia pensar por elas...
Gosto muito de ler e ver coisas sobre os tempos antigos, principalmente nas grandes cidades. Tempos antigos que eu digo é até uns cinquenta anos atrás. Épocas de desejos, de idéias, revoluções, expressões culturais como jamais vistas, contestação de valores, ideais... Época em que não se era simplista, mas se acreditava no valor das pequenas coisas, e que, por elas, chegaríamos às grandes realizações; época em que se começava a questionar o porquê das coisas, e tentava-se mudar, principalmente no Brasil dos anos 60, época dos ferrenhos anos da ditadura militar; época de renovações culturais, o florescimento do rock and roll, a atitude paz e amor, o do it yourself de 1977...
Foco minha atenção nos dias de hoje. Olho em volta, vejo a vida, vejo a minha vida e o meu modo de viver, vejo o modo de viver das pessoas em geral, e pergunto: Onde isso vai nos levar? Quais os nossos sonhos? Os nossos desejos? Hoje em dia tudo é de plástico, descartável, as idéias têm prazo de validade, os sentimentos são vendidos em embalagem de chicletes em baladas, pra mascar e jogar fora, a atitude é ter bens, posses, uma conta no banco, senão você está fora do mercado consumidor... Eu tento mudar as estações, mas as rádios não tocam a música que eu quero ouvir, a música que fala do que eu sinto, do que eu penso!!!
Nossa geração perdida... perdida no meio de tanto tentar se achar, geração desgraçada, sem rumo, imediatista, materialista e perdulária...
Então volto meus olhos e minha cabeça pr'aquele passado que pra mim não existiu, do qual ouço e vejo histórias sempre tão fascinantes e que me embalam... e me perco entre o real e o imaginário, ao me achar como um personagem de um tempo que ainda não passou.
Talvez seja melhor desse jeito.
Gosto muito de ler e ver coisas sobre os tempos antigos, principalmente nas grandes cidades. Tempos antigos que eu digo é até uns cinquenta anos atrás. Épocas de desejos, de idéias, revoluções, expressões culturais como jamais vistas, contestação de valores, ideais... Época em que não se era simplista, mas se acreditava no valor das pequenas coisas, e que, por elas, chegaríamos às grandes realizações; época em que se começava a questionar o porquê das coisas, e tentava-se mudar, principalmente no Brasil dos anos 60, época dos ferrenhos anos da ditadura militar; época de renovações culturais, o florescimento do rock and roll, a atitude paz e amor, o do it yourself de 1977...
Foco minha atenção nos dias de hoje. Olho em volta, vejo a vida, vejo a minha vida e o meu modo de viver, vejo o modo de viver das pessoas em geral, e pergunto: Onde isso vai nos levar? Quais os nossos sonhos? Os nossos desejos? Hoje em dia tudo é de plástico, descartável, as idéias têm prazo de validade, os sentimentos são vendidos em embalagem de chicletes em baladas, pra mascar e jogar fora, a atitude é ter bens, posses, uma conta no banco, senão você está fora do mercado consumidor... Eu tento mudar as estações, mas as rádios não tocam a música que eu quero ouvir, a música que fala do que eu sinto, do que eu penso!!!
Nossa geração perdida... perdida no meio de tanto tentar se achar, geração desgraçada, sem rumo, imediatista, materialista e perdulária...
Então volto meus olhos e minha cabeça pr'aquele passado que pra mim não existiu, do qual ouço e vejo histórias sempre tão fascinantes e que me embalam... e me perco entre o real e o imaginário, ao me achar como um personagem de um tempo que ainda não passou.
Talvez seja melhor desse jeito.
domingo, novembro 28, 2004
feliz dia de hoje...
Quantas vezes a gente não faz promessas de ano novo? Promessas, pra nós mesmos, às vezes pros outros... e não cumpriu?
Há tempos eu fiquei cético em relação a datas comemorativas. Principalmente nessa época do ano. Fim de ano, Natal chegando e o pessoal comprando presentes, no dia 25 todo mundo se abraçando e se beijando, e quando vira o ano vira tudo a mesma falsidade de sempre. Principalmente se você passa essas datas com a família. Muitos - como eu - têm uma família, digamos, "problemática".
Por isso que neste fim de ano não vou prometer nada. Não vou jurar, não vou esperar, não vou tentar mudar. Até porque mudança não tem hora pra acontecer.
Vou é fazer o que há tempos faço nessa época: colocar a mochila nas costas e sumir. Ir pra algum lugar desconhecido. Pegar um ônibus na rodoviária e entrar, sem me importar com o destino.
Algum lugar novo, longe, onde as pessoas desconhecidas confraternizam de verdade os votos de coisas melhores pra vida.
Há tempos eu fiquei cético em relação a datas comemorativas. Principalmente nessa época do ano. Fim de ano, Natal chegando e o pessoal comprando presentes, no dia 25 todo mundo se abraçando e se beijando, e quando vira o ano vira tudo a mesma falsidade de sempre. Principalmente se você passa essas datas com a família. Muitos - como eu - têm uma família, digamos, "problemática".
Por isso que neste fim de ano não vou prometer nada. Não vou jurar, não vou esperar, não vou tentar mudar. Até porque mudança não tem hora pra acontecer.
Vou é fazer o que há tempos faço nessa época: colocar a mochila nas costas e sumir. Ir pra algum lugar desconhecido. Pegar um ônibus na rodoviária e entrar, sem me importar com o destino.
Algum lugar novo, longe, onde as pessoas desconhecidas confraternizam de verdade os votos de coisas melhores pra vida.
segunda-feira, novembro 22, 2004
O rock não vai morrer. Vão é matar o rock.
Por todos os lados eu ouço muita gente dizendo que "o rock já era" e coisa e tal. Essas palavras geralmente vêm de gente que realmente gosta do som, curte boa música. Porém... até que ponto elas estão certas?
O rock virou moda, isso é fato. Banalizaram e achincalharam com toda a cena musical, e é claro que o rock não podia ficar de fora, e eu não vou citar nomes de bandas aqui porque é dispensável, quem sabe tá careca de saber o que é uma merda e o que não é. Infelizmente cerca de 75% da programação das emissoras mais ouvidas (na madrugada esta proporção cai bastante, pra cerca de uns 45%) é uma bosta.
E o que nós, os amantes do rock and roll, fazemos? Só desligar o rádio, colocar um CD, adianta? Será que não seria interessante perturbar um pouco essas ditas "rádios roque" com e-mails, cartas, telefonemas, sinais de fumaça ou o que o valha, pra eles verem que boa parte da audiência não está satisfeita? Que eles só tocam o óbvio, e o óbvio é, muitas vezes, dispensável?
Tá bom. Podem até dizer que não vai dar em nada. E eu concordo, a probabilidade de dar algum resultado é baixa. Mas, se podemos fazer alguma coisa, se podemos tentar, por que não?
Vá. Gaste um pouco do seu tempo, envie um e-mail, fale das bandas que conhece e que gosta. Fale mal das merdas que fazem de seus ouvidos verdadeiras latrinas. É fato que o rock nunca vai morrer, pois tem gente fazendo música de verdade nas garagens e no underground. Porém não vamos deixar que mais e mais pessoas tenham a impressão que ele está agonizando.
E, se não conseguirmos salvar o rock, vamos dar a ele, pelo menos, uma morte menos sofrida, mostrando que nos importamos com ele.
Pelo bem da boa música.
momento marketing imundo: visite: http://buraco.blogger.com.br e ajude o roquenrou.
Por todos os lados eu ouço muita gente dizendo que "o rock já era" e coisa e tal. Essas palavras geralmente vêm de gente que realmente gosta do som, curte boa música. Porém... até que ponto elas estão certas?
O rock virou moda, isso é fato. Banalizaram e achincalharam com toda a cena musical, e é claro que o rock não podia ficar de fora, e eu não vou citar nomes de bandas aqui porque é dispensável, quem sabe tá careca de saber o que é uma merda e o que não é. Infelizmente cerca de 75% da programação das emissoras mais ouvidas (na madrugada esta proporção cai bastante, pra cerca de uns 45%) é uma bosta.
E o que nós, os amantes do rock and roll, fazemos? Só desligar o rádio, colocar um CD, adianta? Será que não seria interessante perturbar um pouco essas ditas "rádios roque" com e-mails, cartas, telefonemas, sinais de fumaça ou o que o valha, pra eles verem que boa parte da audiência não está satisfeita? Que eles só tocam o óbvio, e o óbvio é, muitas vezes, dispensável?
Tá bom. Podem até dizer que não vai dar em nada. E eu concordo, a probabilidade de dar algum resultado é baixa. Mas, se podemos fazer alguma coisa, se podemos tentar, por que não?
Vá. Gaste um pouco do seu tempo, envie um e-mail, fale das bandas que conhece e que gosta. Fale mal das merdas que fazem de seus ouvidos verdadeiras latrinas. É fato que o rock nunca vai morrer, pois tem gente fazendo música de verdade nas garagens e no underground. Porém não vamos deixar que mais e mais pessoas tenham a impressão que ele está agonizando.
E, se não conseguirmos salvar o rock, vamos dar a ele, pelo menos, uma morte menos sofrida, mostrando que nos importamos com ele.
Pelo bem da boa música.
momento marketing imundo: visite: http://buraco.blogger.com.br e ajude o roquenrou.
quinta-feira, novembro 18, 2004
amigo oculto!
Deixa eu falar, antes que eu me esqueça: tô dentro do Amigo Oculto Virtual, organizado pela Marina (o link dela está aí do lado, se eu pusesse o link aqui ninguém ia perceber se não passasse o mouse em cima), e é o seguinte: quem me tirar, que capriche no meu presente (isso não é uma garantia que eu vá caprichar no de quem me tirou).
Pode ser algo que me faça feliz, como um vale-férias ou um cabeçote da Marshall, ou pode ser algo que eu mereça, como uma tortada na cara ou um vírus que formate o meu interfone.
Certo? Certo.
Pode ser algo que me faça feliz, como um vale-férias ou um cabeçote da Marshall, ou pode ser algo que eu mereça, como uma tortada na cara ou um vírus que formate o meu interfone.
Certo? Certo.
segunda-feira, novembro 15, 2004
NÃO QUERO COMENTÁRIOS NESTE POST
A vida é feita de momentos. Uns bons, outros nem tanto, mas são momentos, realmente. E, dependendo da situação, nos fragilizamos um pouco, e acabamos dando a entender que fizemos promessas que, por causa de certas circunstâncias, não poderemos cumprir. Até por causa de um sentimento verdadeiro, mas com palavras ditas em horas erradas. Às vezes muito tarde.
E, infelizmente, acabamos machucando as pessoas que não queremos machucar, e acabamos nos machucando muito também. E essas feridas demoram pra cicatrizar. Sabendo-se que são ferimentos demorados de ser curados, por que às vezes cutucamos a ferida pra ela sangrar de novo?
O tempo é a melhor coisa pra amenizar as coisas. Cada um segue o seu caminho, com suas idéias, separados. E, quem sabe, até pela convergência de nossos ideais, não possamos nos encontrar no futuro e dizer um "oi" sem ressentimentos, sem aquele sorriso meia boca, amarelo.
É isso. E CHEGA de sentimentalismos, este blog não é novela das oito.
Não, NADA vai me atrapalhar. Nada mesmo.
sexta-feira, novembro 12, 2004
é amiguinhos, como ninguém é de ferro e eu mereço, amanhã de noite poderei ser localizado em algum local com altitude zero, ou seja, praia. E vou ver se não penso muito na morte do Arafat (é, eu fiquei triste mesmo com isso) e nas barbáries que vão se seguir contra o povo palestino daqui em diante.
Eu ia colocar o link do buraco e o button do concurso em que me inscrevi agora há pouco, mas estou com preguiça de mexer no template agora.
ps: qualquer semelhança com posts de quem não está nem um pouco inspirado NÃO é mera coincidência.
Eu ia colocar o link do buraco e o button do concurso em que me inscrevi agora há pouco, mas estou com preguiça de mexer no template agora.
ps: qualquer semelhança com posts de quem não está nem um pouco inspirado NÃO é mera coincidência.
quarta-feira, novembro 10, 2004
sexta-feira, novembro 05, 2004
bem que a vó disse
Primeiro, o Fidel toma um tombo. Depois, Arafat fica doente. Na sequência, o Serra ganha a eleição em São Paulo. E Bush se reelege.
Vou correndo pra Universal comprar uma vaga no céu, porque o mundo tá acabando! Fodeu!
Vou correndo pra Universal comprar uma vaga no céu, porque o mundo tá acabando! Fodeu!
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