Só um teste - se você não é um robô, por favor deixa um comentário, QUALQUER comentário, aí embaixo.
Just a test - if you're not a robot, please leave a comment, ANY comment, in the comments section below.
Vocês já sabem.
Só um teste - se você não é um robô, por favor deixa um comentário, QUALQUER comentário, aí embaixo.
Just a test - if you're not a robot, please leave a comment, ANY comment, in the comments section below.
Neste final de semana recebi um telefonema (SIM, como os antigos egípcios faziam) de um grande amigo que não vejo há mais de 20 anos e, igual da última vez que nos falamos em 2006 onde marcamos um churrasco que nunca aconteceu até hoje, lembramos de diversos fatos da nossa vida de adolescentes, incluindo um fatídico show da primeira banda que tivemos, lá em 1997, os PROFETAS DO INFERNO.
Imagine jovens pobres da periferia que gostam de hardcore crossover trasheira e, por algum desígnio do destino (e um pouco de QI herdado de nossos pais neuroatípicos), se encontram como bolsistas em uma escola técnica de elite no centro de São Paulo. Para além de todo o desgosto com as "patricinhas" e "mauricinhos" na linguagem da época tínhamos um sonho: montar uma banda punk e tocar - primeiramente - no festival de talentos da escola, depois onde o destino nos levasse.
Eu tinha uma guitarra Tonante de terceira ou quarta mão que não segurava afinação, um pedal metal boss, um microfone de vendedor de amaciante em perua Kombi e um aparelho de som CCE. Meus companheiros de banda tinham um baixo emprestado e uma bateria Pinguim com as peles todas remendadas com aquele durex grosso de fechar caixa de papelão. E todos nós tínhamos um sonho: viver de música. E assim ensaiávamos todo sábado à tarde na garagem deste meu amigo nos cafundós do Jardim Brasil, quebrada da zona norte de São Paulo (com direito a um frango assado com farofa da Frangolândia com guaraná Taí depois do ensaio).
Enfim chega o grande dia do show. Chamei minha mãe e minha vó, outros alunos também chamaram seus pais e parentes para prestigiar seus talentos, geral posicionada na quadra da escola esperando as bandas, seríamos a quarta atração. Tínhamos enviado uma fita cassete com três músicas: uma cover de Química da Legião Urbana e duas canções autorais falando sobre a desigualdade social. Beleza, passou, chegamos lá. Cada banda podia tocar quatro músicas: tocamos o setlist da fita demo, mas tinha uma "surpresinha" pro final.
A maravilhosa canção "ELA CAGOU NO MEU P*U"
Eu não vou descrever a letra da música aqui, mas digamos que, devido às palavras impróprias pra nossa idade de 16-17 anos, e pela afronta à moral e aos bons costumes da família tradicional paulistana, quase fomos expulsos da escola depois do show. Minha mãe vermelha como um tomate. Minha vó gargalhava com os palavrões (ela sempre achou muito engraçado ver pessoas falando besteira, descanse em paz dona Alice). Cortaram o som do palco antes do final da música. Meninas aborrecentes chorando em suas camisetas Polo Ralph Lauren. Rimos muito naquele dia vendo a cara da elite de São Paulo horrorizada. Rimos muito mais lembrando deste episódio ontem.
Até que meu amigo me revelou uma surpresa:
- O Presuntinho me deu uma VHS com nosso show gravado. Ele me deu a fita pouco depois que a gente se falou naquela última vez, foi logo depois do jogo que o Brasil perdeu pra França na Copa, tá ligado?
- Mas onde que está esta relíquia??? Por favor me fala que eu saio AGORA daqui do interior e vou aí buscar - eu falei.
- Está no porão da casa do meu pai lá no JB, deve estar toda mofada. E eu nem tenho vídeo-cassete pra assistir! - disse meu amigo.
- Só falar o dia que a gente vai lá fuçar este porão todinho. E eu tenho vídeo-cassete e sei recuperar fita mofada - respondi.
Enfim, parece que o tal churrasco atrasado em mais de 20 anos finalmente vai sair - ou uma frangada com farofa, pois a Frangolândia continua aberta e funcionando. E, quando eu tiver este VHS em minhas mãos, meus amigos, o mundo nunca mais será o mesmo. Com certeza divulgo o link do vídeo por aqui.
Tenho saudade da época que a internet era apinhada de blogs.
Um monte de gente desfilando a sua opinião sobre tudo e sobre todos, caixinha de comentários, layouts piscantes cheios de GIFs e botõezinhos dos programas que a galera gostava de usar pra fazer webdesign naquela época pré-CSS / tableless.
O máximo que existia de "rede social" era o Orkut (RIP), onde o formato de fórum proporcionava uma experiência singular - era possível ver APENAS o conteúdo que você queria. Sim, isso mesmo: você podia entrar na comunidade "Eu odeio acordar cedo" e ver as pessoas comentando o quanto odiavam acordar cedo, sem ter um chato que gosta de acordar 5 da manhã dando hate em todo mundo ou simplesmente trollando geral. Fora que você podia ver o quanto era cool, sexy e legal de acordo com os votos de seus amigos virtuais (Celso Portiolli feelings).
Enfim, voltando aos blogs, como eu já disse neste mesmo endereço há muitos anos, "nossos apês virtuais da CDHU onde recebemos as visitas que queremos": você basicamente OU tinha uma lista de favoritos OU tinha um feed RSS, que mostrava as atualizações dos seus blogueiros favoritos, ia lá, lia, dava um palpite nos comentários, às vezes puxava um pouco de conversa a mais no ICQ (RIP) ou no MSN (also RIP) e a vida seguia, todos nós ficávamos offline durante nossas atividades (escola, trabalho, faculdade ou ócio) e estava tudo bem assim.
Hoje em dia, até pra acompanhar os seus amigos - seja reais ou virtuais - é difícil por conta dos algoritmos que infestam as redes sociais de hoje em dia, algoritmos estes que te enfiam goela abaixo conteúdo que você nem sabe que existia, e de certo modo nos trouxeram pro caos que se encontra o mundo real hoje, juntando toda sorte de malucos e idiotas com ideias tortas pra fazer MUITO barulho.
E às vezes sigo pensando, por onde anda a galera que frequentava aqui, e que eu também frequentava seus respectivos blogs? Trabalhando, estudando, mudaram do país, formaram famílias?
Eu sigo aqui, apareço de vez em quando e escrevo alguma coisa, pra manter este cantinho de 20 anos de pitacos vivo. Pelo menos enquanto o Google resolver manter o serviço blogspot ativo.
Enfim... saudades daquela era dos layouts duvidosos cheios de GIF piscante, onde tudo parecia ser mais simples!
(e pra arrebentar de nostalgia, segue abaixo o meu avatar do Orkut em 2005)
(observação importante: não confundir "saudades daquela era" com "nostalgia de boomer da época que podia dirigir sem cinto e xingar minorias")
Neste mês tive a oportunidade de visitar a Argentina, terra do tango, do dulce de leche e dos asados de parrilla.
No meio do caos de anos de governos e desgovernos, o argentino aprendeu a guardar dólar debaixo do colchão, curiosa maneira de se defender da inflação que come a renda dos hermanos e também de possíveis novos corralitos (ok google corralito o que foi).
Uma coisa que me pareceu interessante, assim como nas vezes que estive no Uruguai - também terra do tango, do dulce de leche e das vaquitas tranquilas - é a velocidade que nossos vizinhos tocam a vida.
Totalmente diferente da loucura apocalíptica das cidades médias do Brasil.
Um passeio em Buenos Aires no horário do "rush" chega a ser aprazível em comparação a atravessar a Marginal Tietê em um sábado de tarde.
E uma parada em um restaurante popular em Córdoba se mostra muito mais amigável que os inflacionados menus gourmetizados da Grande São Paulo.
Um belo bife de chorizo com papas, umas três Quilmes de litrão (litrão que custa o equivalente a 13 reais, mais barato que long neck no posto de gasolina aqui) e um jogo do Belgrano na TV.
Mesmo em tempos bicudos para os hermanos, dá vontade de vender tudo, colocar a esposa, o moleque e os cachorros no carro e se picar pra terra banhada pelo Mar del Plata.
Pode até ser visão de quem tem certos privilégios de viver em um país com economia "estável". Pode ser a meia idade falando.
Mas é idílico imaginar passar as tardes frias de inverno tomando um mate na varanda de uma vivienda, escutando o último tango tocar em uma rádio AM de Córdoba.
PESSOAL, AGORA QUE EU ME TOQUEI QUE ESSE BLOG AQUI VAI FICAR MAIOR DE IDADE NESTE ANO.
Precisamente no dia 16 de julho.
Julho é um mês que recentemente ficou da hora pra mim, pois em 26 de julho do ano passado (2021), em plena pandemia de corongavírus, do alto dos meus 40 (!) anos, ME TORNEI PAPAI! De um menino lindo, brincalhão, curioso e sorridente.
Aí o pessoal pode falar mais ou menos assim: poxa, com esse mundo doido, como que você vai me colocar uma criança no mundo?
Mano.
Na boa, apesar de toda esta merda que vivemos hoje em dia (ultraliberalismo, governo do inominável, inflação, guerra etc etc etc), na minha humilde opinião, é a melhor época para se viver.
Temos toda a informação que precisamos na ponta dos dedos - é só saber filtrar. Use o seu cérebro de 4.5 bilhões de anos de evolução.
Temos água tratada, temos medicina avançada (e, especialmente, aqui no hospício BR temos o SUS), vacinas para quase toda moléstia...
E o mais importante: temos uma molecadinha aí que já está sendo criada com uma consciência ambiental diferenciada da nossa.
Pega a galera da minha geração (nascido nos fins dos 70 e comecinho dos 80) e uma geração depois (fins dos 80 e comecinho dos 90). Nós fomos educados pra entender que os recursos são ilimitados. Tinha muito menos gente no mundo. E tinha muito menos informação disponível (basicamente as únicas vias de informação eram rádio, TV, jornais e revistas).
Hoje em dia temos muito avanço nisso tudo. Claro que a vasta privada internetal 3.0 (mais conhecida como "redes sociais") acabou agregando gente de pino solto pelo mundo afora, e é triste ver como tem gente jovem (da minha geração e até de uma ou duas gerações depois) sendo reacionárias aos avanços sociais, de gênero, de questão LGBT+ e et coetera.
Porém essa galera boomer, uma hora, vai pro saco. E vai ficar a molecadinha nova que está sendo criada nessa ideia de respeito ao meio ambiente, respeito às diferenças (que, quer você queira ou não, sempre existiram na natureza), respeito ao próximo.
E, por isso, eu fico extremamente feliz de pensar: SOU PAPAI!
E vou tentar criar e educar o meu filho em um ambiente de respeito e acolhimento, para que ele não precise tanto de terapia como eu (que continuo fazendo terapia aos 40 anos).
CONSEGUI RECUPERAR A SENHA!!!!!!!!!!!!!
Vou começar a acertar o layout e organizar os posts.
Tem umas coisas que deixei em http://soterror5.blogspot.com porque não conseguia recuperar aqui. Acessa lá, logo eu coloco tudo por aqui!!
"Insanidade é fazer as coisas sempre do mesmo jeito e esperar resultados diferentes." (Albert Einstein)
Isto posto, mudei.
Sinto um turbilhão de coisas. Algo que completa e confunde ao mesmo tempo. Nada de novo, poderiam dizer os mais céticos, mas uma extensão de tudo o que se trabalhou para tanto.
Novidade é um conceito relativo. E, se eu dissesse que felicidade é novidade para minha humilde pessoa, estaria corroborando um conceito de infeliz crônico que não condiz com a verdade. Hesitante e desconfortável, em alguns momentos? Claro, todos precisam da desordem, do caos instaurado, pra achar a ponta do iceberg que emerge do vasto oceano de dúvidas. A pequena nesga de auto-estima a ser trabalhada.
Isso é o preceito básico. Aliás, isso é tudo. Não adianta ter convicção sem ter auto-estima. A forcinha que o empurrará e o guiará pelos labirintos muitas vezes escuros e úmidos da vida, até instintivamente,para a saída onde se pode ver o sol brilhar e o ar afável com cheiro de terra molhada da manhã.
Aí, meu caro, quando chegares a este ponto, já será tarde demais. Megalomania será apenas transcrição literária de algo inventado pelo homem para difamar os que querem mais. E, literalmente, sacudirás o mundo.
E não será necessária explicação.
Muito menos palavras. Ah... essa simbologia antiquada.